No início ela acompanhava o marido em todas as visitas aos fiéis. Pastor Rubem, o marido de Conceição, era um rapaz nada simpático com os homens, já com as mulheres, principalmente as mais jovens, ele tinha grande estima. Conceição conhecera o pastor num orfanato. Ela media um metro e meio e tinha pelos onze anos. Ele, homem formado, fazia orações quinzenalmente naquele lugar. Não se sabe exatamente a razão, mas Rubem passou a olhar a adolescente de forma mais contemplativa que as demais.
Conceição não tinha traços que atraíssem a presença masculina, mas o corpo... O corpo de onze anos tem um quê de perversão! Os seios, basta mudar o tempo para despontar os bicos saltitantes. As pernas, torneadas naturalmente... Não há academia que dê conta daquilo. As demais fiéis do pastor Rubem começaram a perceber que Ceição estava recebendo um tratamento especial: não só ganhava frutas, doces, principalmente chocolates, como sempre era a primeira a ajudar o pastor nos momentos de apuros. Não deu outra, todo orfanato passou a comentar a amizade dos dois.
O tempo passou, e pastor Rubem resolveu assumir o que consumia o coração. Ceição tinha por volta dos treze anos quando passou a viver junto com o pastor. Foi um verdadeiro escândalo... Os fiéis deixaram a congregação alegando pedofilia naquela relação, mas, claro, o esquecimento é uma boa arma, até ao mais nobre cristão. A maioria dos irmãos deixou-se levar pelos fortes argumentos do pastor: “O inimigo está à espreita! Quer roubar nossa alma, irmão!”. Casou-se com Ceição, mas alegava ser apenas uma mucama – para reaproximar os fiéis. Assim aconteceu! Após alguns meses, boa parte da congregação já estava cantando e pedindo perdão pelos pensamentos malignos. Como eram pertinentes as palavras do pastor!
Pastor Rubem demorou penetrar Conceição. Achava ser muito cedo! Antes, porém, fez o favor de demorar bastante nas preliminares, era uma preparação importante. Chegava a ser cansativo, mas necessário! Toda noite, chupava tanto os lábios carnudos da vagina de Ceição que, no outro dia, ela não parava de reclamar dor. Deve ter sido numa dessas que a garota rompera o hímen... Num certo dia, cansado de passar horas a língua nas genitais de Ceição, resolveu penetrar a jovem moça. Nesse dia, fez uma grande preparação... Antes de iniciar, orou a Deus e pediu que abençoasse o casal: “Em nome de Jesus, amém!”. Preparado, abençoado pelos céus, lançou-se à empreitada. Beijou demoradamente os lábios da moça, e, quando já estava prestes ao gozo, tirou as próprias roupas e entrou em Conceição. Não houve resistência alguma, o pênis passara tão fácil que o pastor ficou assustado, entretanto, para não admitir que tinha o pau fino, fingiu que estivesse tudo normal. Encenou o gozo e dormiu... Ela, por outro lado, que não esperava com muita ansiedade o gozo do marido, teve certeza que aquele não era seu pau-amado – e foi à luta.
Sou filho de um casal feliz! Meus pais se casaram bem depois do meu nascimento. Tinha dez anos quando papai e mamãe foram ao cartório – lembro-me como se fosse hoje! Mamãe forçara o casamento, porque tinha medo da ajudante fiel do pastor Rubem – Ceição jurava ter achado o pau-amado, o pior que era justamente o do meu pai. Nós três – eu, papai e mamãe – íamos todos os dias ao culto, exceto sexta-feira que não tinha.
Era sexta-feira, umas quatro da tarde, estávamos com a senha de número 666 aguardando a hora certa para dizer: Madalena e Epicuro, marido e mulher. Não teria festas, mas o importante para minha mãe é que a aliança nos dedos do casal tivesse o efeito de afastar mulheres mal intencionadas. Quatro da tarde, e quem aparece? Conceição. Meu pai ficou estarrecido; minha mãe franziu a testa e fechou as mãos. O clima tinha ficado tenso! Eu, que sempre fui brincalhão, não percebi a presença da ilustre Ceição. Notei apenas a fala de mamãe: “Epicuro, se olhar essa lambisgoia, eu vou embora”, e ia mesmo... Foi aí que resolvi olhar Ceição.
Olhei e não me contive... Conceição engordara muito! Além do mais, estava com uma calça tão apertada – acho que o número estava bem aquém do dela – que transparecia a rachadura da boceta. Havia um corte claro, um cofre na parte da frente! Sem perceber, gritei: “Cuidado, pai! Lá vem a BUCEIÇÃO!”. Todos no lugar ouviram e caíram na gargalhada... Minha mãe, a recatada Madalena, não conteve os risos, quase vomitou... Até meu pai, com tom áureo de sempre, acabou abrindo timidamente um sorriso. As pessoas em volta não se intimidaram, soltaram o saco de risada... Muito divertido! Quando Buceição percebeu que eram para ela aquelas insinuações, virou as costas e se mandou. Não sei bem, mas penso que minhas brincadeiras não são de todo ruim... Papai e Mamãe continuam juntos e continuarão eternamente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário